It's time to kill the lights and shut the DJ down.
Tonight, we're taking over no one is gettin' out.
This place about to.. Blow oh oh oh oh oh oh
Blow oh oh oh oh oh oh.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Acordar pela manhã sentindo o cheiro do Café que está no bule e morrer de medo de abrir os olhos. Se revira pela cama colocando o cobertor sobre o rosto, ignorando a família que chama pro Café Matinal. Ouvindo a mãe cantarolar enquanto arruma a gravata do Pai sobre o Paletó. Os avós assistem o Telejornal das 7h e murmuram sobre o assunto. Continua escondida no cobertor em silêncio. As Irmãs entram no quarto e escalam a cama:
— Estamos a sua espera. — saem pela porta.
Tira o cobertor do rosto e abre os olhos com cautela. Ao olhar para o lado se depara com o vazio. Uma lágrima cai pela lateral do olho esquerdo. Se levanta e abre o guarda roupa, escolhe uma blusa branca e um shorts. Afasta a cortina e abre a Janela com cuidado. É o Mar, fica o observando por alguns minutos. Lágrimas correm em sua face. Com a voz tremula, diz baixinho:
— Eu era tudo que você sempre quis. Mesmo triste eu estava feliz. Depois de você, os outros são os outros.
Procura o telefone por baixo dos lençóis, ao achar, digita o número que sabe de có. Chamando. Alguém atende. As lágrimas rolam novamente sobre sua face, ela pensa em dizer: “Sinto sua falta”, mas logo volta a realidade. Diz, com a voz trêmula:
— Sabe como é precisar de alguém?
Em seguida desliga o telefone, seca as lágrimas e sai pela porta. Ao chegar na sala se depara com sua Irmã menor vindo em sua direção, ela pede que a coloque no colo. Ela faz isso. Ela a abraça e diz baixinho:
— Você estava chorando?
— Porque?
— Seus olhos estão... — para por um momento para lembrar da cor — vermelhos.
— Ah... — passa os dedos sobre os olhos — Pronto.
— Alguém morreu?
— Não.
— Então não chore. Mamãe me disse que só podemos chorar quando alguém morre. E quando estamos com vontade de ir ao banheiro. Enquanto houver vida, há esperança. — Lhe dá um beijo sobre a bochecha — agora me coloque no chão.
— Obrigado — sussurra baixinho sobre o ouvido da irmã.
Dá um beijo nos Avós e sai pela porta principal. Encontra alguém no elevador. É ele.
— Me desculpe — ele diz olhando nos olhos dela — Não queria te magoar. Quis ser sincero. Eu te adoro.
— E eu te amo, sentiu a diferença?
Sai pelo elevador com uma lágrima rolando pela face, mas logo lembra da irmã.
— Enquanto houver vida, há esperança — diz em tom alto pra si mesma.

