segunda-feira, 4 de abril de 2011

Entra e sai.



Minha vida é uma constante travessia. Nela passam pessoas boas, pessoas ruins. Passam novos sentimentos, sensações e coisas novas a todo tempo.
Na minha vida já entraram pessoas maravilhosas, pessoas incontáveis. Pessoas que me mostraram lados positivos e negativos. Pessoas que mesmo que me magoassem, estavam perto de mim querendo meu bem mesmo brigando comigo. Pessoas que além de tudo, eram apenas pessoas. Com suas respectivas famílias, seus respectivos problemas, seus respectivos amores. Eu, com um pouco de consiência, tentava ajudar. Tentava resolver o problema. E algumas vezes, sofria junto (Kerolayne sabe disso). Eu procurava uma solução junto. Eu era apenas verdadeira. Eu não mentia. Eu só dizia o que eu realmente sentia.
Aos poucos, nossas vidas foram tomando destinos opostos. Fomos deixando de nos ver. Encontramos novos colegas. Os mais íntimos, mais queridos estão juntos até hoje. Mesmo com toda distância, todos os problemas, todas as dificuldades.
Hoje só me restou a lembrança de cada um. Tenho lembranças de amigos da Creche, tenho contato. Tenho contato com amigos da 2ª série do fundamental, como a Janaína. Eu tenho na minha memória, na lembrança os momentos bons. Tenho comigo,  marcado, todos os momentos que vocês me fizeram sorrir. Tenho comigo, todos os amigos que me apoiaram até hoje.
Tenho em mim, quatro amigos. Quatro amigos que nem a morte vai apagar de mim. Quatro amigos que a vida me ensinou a respeitar, a entender. Quatro amigos que a vida me monstrou o que são irmãos. Quatro amigos que nas minhas dificuldades, não falaram nada, apenas me abraçaram e diziam que tudo ia ficar bem. Quatro amigos com dificuldades entre si, dois nem se falavam. Mas quando eu precisava, quando eu gritava socorro, esqueciam seus problemas para resolver os meus. Como eu fazia com eles.
Esses quatro amigos, a vida quis tirar de mim. Mas eu lutei. Eu lutei como ninguém pode imaginar. Abaixando a cabeça pra muitas coisas, mas nunca desisti. Não converso com esses quatro amigos todos os dias. Não ligo para eles todos os dias. Mas eles, conquistaram um lugar, que ETERNAMENTE será apenas deles. Esses amigos são: Diogo, Ingrid Lima, Kerolayne e Letícia.
Novo Colégio, novos costumes, novas pessoas. Algumas muito importantes. Mas amigos, apenas dois. Digo com toda certeza. Acho que os dois nem desconfiam que eu os considero tanto. Não conto meus problemas a eles, nem vivo grudada. Mas sei que quando precisar de um consolo, de uma palavra, de um abraço, de um sorriso, de uma oração... eles estarão lá. Não é vingança, nem questão de afinidade. É apenas intuição. Uma tem cabelo vermelho, o outro é egoísta. É o que posso dizer.
Outras pessoas também fizeram coisas por mim. Coisas pra mim que eram grandes problemas. Mas com a maturidade, vi que eram coisas sem valor.
A cada dia minha opinião se conclui. São lembranças. Não há por que me magoar, ficar triste por pessoas que nunca lembrarão de mim como uma parte boa. Que nunca verão que além de mim, existe outra pessoa. Uma pessoa que além de todos os defeitos (que são muitos), só quer ver todo mundo bem. Uma pessoa que só quer ver quem ama, seja amigos ou familiares, feliz. Que com sua simplicidade, com sua persistência, já mudou muitas coisa. Eu sou além daquilo que pareço ser. Eu sou uma pessoa imatura com maturidade. Eu sou meu grande problema. Eu sou apenas eu. Isabela, 16 anos. Sonhos, sentimentos conturbados, problemas familiares. Decepções, medos, lágrimas. Chorona, dengosa, medrosa. Carinhosa, estressada, grossa. Mas poxa, eu sou apenas eu. Uma pessoa comum (nem sempre), com meus defeitos e qualidades. Eu não escondo o que eu sinto. Eu não tenho medo de dizer que gosto. Não tenho vergonha da MINHA opinião, dos meus costumes e das coisas que eu creio. Quem sabe eu ainda sou uma garotinha?

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