segunda-feira, 14 de março de 2011

Aleatória


Sou uma confusão de sentimentos. Grosseria e carinho estão sempre juntos em mim. Paixão está em uma pequena parte do meu cérebro. Sinceridade está na garganta, mas nunca é solta completamente. Eu gosto, amo, fico apaixonada, odeio. É tudo muito claro. Oito ou oitenta. Posso amar e ao mesmo tempo ser grosseira, irritante e chata. Posso odiar e dar um sorriso avassalador. Sou escorpiana. Minha tenacidade e força de vontade são únicas, mas também muito sensíveis. Sou ciúmenta, quase doente. O que é meu, é meu e não pode pertencer a mais ninguém. Sou emotiva. Facilmente ferida. Sou determinada, ousada, viril, perspicaz, magnética, escrupulosa e possuo desejos emocionais intensos.
Por traz de tanto poder e "independência" há algo diferente. Quando digo: "Saia daqui", quero dizer "Cuida de mim". Ou eu realmente quero que você saia daqui. Descoberta. Cada pessoa que se envolve de qualquer maneira comigo deve se acostumar com a constante descoberta. Descoberta de medos, qualidades, defeitos, opiniões, gostos, etc.
Tudo se trata do tal "jeito de amar". Concordo plenamente com quem criou tal conceito que diz que "cada um tem seu jeito de amar". São tantas formas de amar.  Não amo meus amigos da mesma forma que amo um namorado ou a minha família. Não amo um sapato como se fosse uma pessoa. Eu amo intensamente com restrições. Sem submissão, sem pena, sem medo de perder. Mas também amo com carinho, com vontade de estar perto, com vontade de chorar de alegria. Essa é minha forma de amar. É meu jeito de amar. Eu amo naquele momento, um mês depois posso não amar mais. É uma confusão de sentimentos. Uma confusão de pessoas. Uma confusão de restrições.
Na minha concepção amar vai além de dizer o que alguém precisa fazer diante de um problema. Amar é se amar antes de amar qualquer coisa. Você só consegue amar quando ama a si mesmo. Só consegue ser amada quando ama a si. Pra ser amor é preciso que tenha uma pitada de egoísmo antes de amar o outro.
Todo ser é aleatório. Todo ser tem seu jeito de amar. E é obrigação dos seres que estão a volta respeitar. Respeitar o jeito de amar. Respeitar a confusão de sentimentos. Respeitar a confusão de restrições.

Um comentário:

PAULO TAMBURRO. disse...

OLÁ

SOU SEU MAIS NOVO SEGUIDOR

SE PUDER DÊ UMA PASSADINHA NO NOSSO BLOG DE HUMOR

É DE HUMOR ...E DE GRAÇA.

UM ABRAÇÃO CARIOCA!