Ao ver o Telejornal tento me colocar no lugar de cada uma dessas pessoas. De cada pessoa que perdeu familiares ou toda sua família. Tento me colocar no lugar de pessoas que construiram uma história, construiram um patrimônio. Não sei o que faria ao ver a luta de toda uma vida indo embora como pequenos pedaços de papel diante da força da natureza.
Em entrevista a revista Veja, o jornalista brasileiro Ewerthon Tobace, 34 anos, há dez no Japão, diz: “A terra estava roncando, o barulho vinha de dentro do solo. E o tremor não era na horizontal, mas na vertical. Era um horário de saída dos colégios. Vi muita gente correndo na rua, crianças gritando, o desespero se espalhou assim que percebemos que não era um dos tremores rotineiros. A sensação é de uma tontura, como se você perdesse um pouco o equilíbrio. Em seguida, sempre procuro os sinais do tremor, geralmente percebidos no tremor da água, nos lustres e plantas pendurados. Sempre passa rápido, dessa vez, não parou mais”, lamentou Tobace.
O Japão é um país que sofre tremores constantes e de forma geral é "preparado" para isso. O governo japonês prepara a população para emergências. Nas casas, são comuns alguns kits com itens de emergência. Nos kits têm água, comida desidratada, lanterna, rádio e o básico para resistir a algum período de isolamento.
Eu rezarei por você, Japão. Em minhas preces clamarei pelo teu bem, clamarei pelo teu povo. Torcerei positivamente a cada notícia recebida. Ficamos aqui, torcendo pelo Japão. Eu, minha família, meus amigos, meu país. O mundo. O mundo torce por você, Japão. O mundo reza por você.
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